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Luís Roberto Barroso sinaliza que pode deixar o STF: “estou terminando a minha carreira”

Ele encerrou o mandato como presidente do tribunal na semana passada, sendo sucedido por Edson Fachin.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou que pode deixar a Corte antes de atingir a idade de aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Ele encerrou o mandato como presidente do tribunal na semana passada, sendo sucedido por Edson Fachin.

Desde então, Barroso tem dado declarações que levantam dúvidas sobre seu futuro no Supremo. Questionado sobre a possibilidade de antecipar a saída, o ministro afirmou estar refletindo sobre o momento certo de encerrar o ciclo.

Foto: Luiz Silveira/STFMinistro Luís Roberto Barroso
Ministro Luís Roberto Barroso

“A vida é feita de muitos ciclos, e a gente deve saber bem a hora de entrar e a hora de sair. A hora própria de sair eu estou avaliando. Pode ser mais cedo ou pode ser mais tarde”, disse Barroso a jornalistas durante evento do Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça (Consepre), nesta segunda-feira (6), em Salvador.

A fala reforçou a impressão de que o ministro pode estar se preparando para deixar o cargo. Ainda durante o evento, ele declarou que iniciou e pode encerrar sua trajetória no STF na Bahia.

“Eu comecei a minha carreira no Supremo aqui [na Bahia], e, de certa forma, estou terminando a minha carreira no Supremo aqui também”, afirmou.

Barroso foi nomeado para o STF em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), também durante uma viagem oficial a Salvador. Segundo o próprio ministro, ele está “avaliando isso da melhor maneira possível”.

Na semana passada, ao deixar a presidência do tribunal, Barroso afirmou ter “compromisso com o Brasil” e não descartou a possibilidade de permanecer até a aposentadoria.

“É muito difícil deixar o Supremo, que, para quem tem compromisso com o Brasil, como eu tenho, é um espaço relevante. Mas há outros espaços relevantes na vida brasileira, de modo que eu estou considerando todas as possibilidades, inclusive a de ficar”, declarou.

O ministro também comentou que, após a morte da esposa, perdeu a motivação pessoal que o faria antecipar a aposentadoria. “Eu já disse isso com toda franqueza: quando minha mulher ainda era viva, nós tínhamos um ajuste de que eu sairia depois da minha presidência, para aproveitar o instante, para a gente passear. Essa motivação já não tenho”, disse.

Durante sua gestão à frente do STF, Barroso foi alvo de críticas por participar de eventos públicos e privados e por declarações consideradas políticas. Em 2023, em um evento da União Nacional dos Estudantes (UNE), afirmou que havia “lutado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro” e que “derrotamos o bolsonarismo”, o que gerou forte reação entre apoiadores do ex-presidente.

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