Apontado como um dos principais conselheiros políticos de Donald Trump, Jason Miller reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo suposto crime de coação. O empresário usou as redes sociais para acusar o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito contra o deputado, de ter “destruído a democracia brasileira”.
Miller também mandou um recado aos apoiadores de Jair Bolsonaro que não têm se manifestado contra as decisões do ministro. “Moraes destruiu a democracia no Brasil. Para aqueles que são tímidos demais para se oporem a Moraes, fiquem avisados: é só uma questão de tempo até que ele venha atrás de vocês também”, afirmou o conselheiro do ex-presidente dos Estados Unidos.
Em sua publicação, Miller compartilhou uma postagem de Eduardo Bolsonaro sobre a decisão do STF. À coluna, o parlamentar — que mora nos EUA desde fevereiro — disse ser vítima de uma “caça às bruxas” comandada por Moraes, visando as eleições de 2026.
“É a continuação da caça às bruxas, pois é totalmente inconstitucional, uma vez que Moraes se diz vítima de coação e, mesmo assim, me julga. Da mesma forma, aquele que me acusa, já que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi sancionado com a perda do visto americano e, num jogo de cartas marcadas, age em conluio com o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes”, afirmou Eduardo Bolsonaro.
“Moraes quer me tirar da eleição de 2026, no tapetão, e isso ocorrerá com qualquer candidato favorito ao Senado que ele enxergue como opositor, pois são os senadores que votam o impeachment de ministros do STF. Ressalto que dou esta declaração com base no que tem sido publicado pela imprensa, uma vez que não fui notificado de qualquer ato desse processo”, disse o deputado.
Eduardo Bolsonaro teve a denúncia da PGR por crime de coação no curso do processo acolhida por unanimidade pela Primeira Turma do STF. Ele é acusado de tentar influenciar o andamento do processo sobre tentativa de golpe de Estado — pelo qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão — a partir da negociação de sanções impostas pelo governo dos EUA a autoridades brasileiras.
Leandro Soares
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