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Réu do 8 de janeiro interrompe evento do ministro Gilmar Mendes na Argentina

Durante o segundo dia do fórum, o acusado se levantou na plateia e criticou o ministro Moraes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi alvo de um protesto durante o 1º Fórum de Buenos Aires, nesta quarta-feira (06), na Argentina, conhecido como a nova edição do “Gilmarpalooza”. O homem que interrompeu o evento é acusado de participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, considerado foragido pela Justiça brasileira e atualmente no exterior.

Durante o segundo dia do fórum, o acusado se levantou na plateia, afirmou estar há três anos sem ver os filhos e criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais referentes à invasão dos Três Poderes, por acusá-lo “sem provas”.

“O senhor tem feito um bom papel, mas Alexandre de Moraes me acusa, e acusa outros que estão aqui no nosso meio, de 14 a 17 anos [de prisão] sem nem ter provas de ter entrado dentro dos prédios”, disse o homem.

“Então, senhor Gilmar, agradeço. Eu vim aqui para falar isso, para aproveitar esse momento que o senhor está na Argentina e dizer que existem pessoas de bem no meio do dia 8 [de janeiro], sim, e que não cometeram crimes”, acrescentou.

O acusado registrou o momento com o celular e agradeceu ao ministro e à plateia pelo espaço de expressão: “Agradeço ao senhor por me ouvir. Agradeço a todos vocês que estão em silêncio, porque, se eles estão falando em democracia, essa é a verdadeira democracia: eu poder falar e me expressar.”

Após a manifestação, o homem foi abordado por seguranças e retirado da sala, e o evento prosseguiu sob condução do empresário André Esteves, dono do BTG Pactual. Segundo relatos de participantes, Gilmar Mendes não reagiu ao protesto. O início da interrupção foi registrado ao vivo, mas a transmissão oficial foi momentaneamente interrompida, sendo retomada apenas após a saída do manifestante.

O fórum é promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado por Gilmar Mendes, e transmitido pelo canal da instituição no YouTube. De acordo com apuração da CNN Brasil, outros dois acusados pelos atos de 8 de janeiro também estariam presentes, tendo se credenciado no evento com seus próprios nomes.

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