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Eduardo Bolsonaro lamenta decisão dos EUA de retirar sanções contra Alexandre de Moraes

Na nota em conjunto com seu aliado Paulo Figueiredo, Eduardo disse que recebeu “com pesar" a notícia.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou, nesta sexta-feira (12), sobre a decisão dos Estados Unidos de retirar as punições aplicadas pelo Governo Norte-Americano ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e à sua esposa, Viviane Bacci, no âmbito da chamada Lei Magnitsky.

Em uma nota oficial assinada em conjunto com seu aliado Paulo Figueiredo, Eduardo disse que recebeu “com pesar” a notícia da decisão e agradeceu o apoio que o presidente americano Donald Trump teria demonstrado ao longo do processo. “Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil”, afirmam os signatários.

Foto: Zeca Ribeiro/CâmaradosDeputadosEduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

A retirada das sanções ocorre após uma aproximação diplomática entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump no mês passado. Em outubro, os dois líderes se encontraram e deram início à retomada do diálogo entre Brasil e Estados Unidos, com Trump declarando em público que “gosta muito de Lula”.

As sanções haviam sido aplicadas pelos EUA em julho deste ano, quando Alexandre de Moraes foi incluído na lista de restrições por supostos “abusos e perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – o que, na época, foi descrito pelo governo norte-americano como parte de uma “caça às bruxas”. Posteriormente, a esposa do ministro, as filhas do casal e empresas a ele vinculadas também foram alvo das mesmas medidas.

A nota de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo lamenta a decisão interna brasileira e reafirma a continuidade de sua atuação política fora do país. Os dois se mudaram para os Estados Unidos no início do ano, depois de entrarem na mira da Justiça brasileira.

No texto, os parlamentares criticam a “falta de coesão interna” no Brasil e apontam que a ausência de unidade política dificultou o enfrentamento de problemas estruturais. “Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”, diz trecho da nota.

Trecho da íntegra da nota de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo

Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil.

Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.

Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente Donald Trump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas.

Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.

Eduardo Bolsonaro
Paulo Figueiredo

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