O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento das quatro ações penais contra acusados de tentar um golpe de Estado em 2022, totalizando 29 condenações e duas absolvições. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (17).
A partir das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a Primeira Turma do STF julgou 31 réus. A pena mais alta foi imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão, e a menor, de 1 ano e 11 meses, ao tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo.
Boa parte dos réus foi condenada por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Absolvições
Foram absolvidos o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, e o delegado Fernando Oliveira, da Polícia Federal. Os ministros entenderam que a PGR não conseguiu apresentar provas substanciais que justificassem suas condenações.
Confira abaixo as penas impostas a cada um dos condenados:
Núcleo 1 – “núcleo crucial”
Jair Bolsonaro (ex-presidente da República) – 27 anos e 3 meses de prisão;
Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Bolsonaro) – 26 anos de prisão;
Almir Garnier (ex-comandante da Marinha) – 24 anos de prisão;
Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública) – 24 anos de prisão;
Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional) – 21 anos de prisão;
Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) – 19 anos de prisão;
Alexandre Ramagem (deputado e ex-diretor da Abin) – 16 anos de prisão; e
Mauro Cid (ex-ajudante de ordens do presidente) – 2 anos de reclusão em regime aberto.
Núcleo 2
Mário Fernandes (general da reserva do Exército) – 26 anos e 6 meses;
Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal) - 24 anos e 6 meses;
Filipe Martins (ex-assessor internacional da Presidência da República) – 21 anos de prisão;
Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência) - 21 anos de prisão; e
Marília Alencar (delegada da Polícia Federal e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça) – 8 anos e 6 meses de prisão.
Núcleo 3
Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel do Exército) – 24 anos de prisão;
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel do Exército) – 21 anos de prisão;
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel do Exército) – 21 anos de prisão;
Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal) – 21 anos de prisão;
Bernardo Romão Correa Netto (coronel do Exército) – 17 anos de prisão;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel do Exército) – 17 anos de prisão;
Fabrício Moreira de Bastos (coronel do Exército) – 16 anos de prisão;
Márcio Nunes de Resende Jr. (coronel do Exército) – 3 anos e cinco meses em regime aberto; e
Ronald Ferreira de Araújo Jr. (tenente-coronel do Exército) – 1 ano e 11 meses de pena privativa de liberdade em regime aberto.
Núcleo 4
Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército) – 17 anos de prisão;
Reginaldo Abreu (coronel do Exército) – 15 anos e 6 meses de prisão;
Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército) – 14 anos de prisão;
Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal) – 14 anos e seis meses;
Guilherme Almeida (tenente-coronel do Exército) – 13 anos e seis meses de prisão;
Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército) – 13 anos e 6 meses de prisão; e
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal) – 7 de prisão.
Thais Guimarães
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