Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19) pela Quaest, em parceria com a Genial Investimentos, mostra que 45% dos brasileiros desaprovam a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento revela ainda que apenas 30% aprovam a escolha, enquanto 25% afirmam não ter opinião formada sobre o tema.
O estudo também aponta baixo nível de conhecimento da população sobre a indicação: 65% dos entrevistados disseram não saber que Messias havia sido indicado ao cargo, contra 35% que afirmaram ter conhecimento do assunto. O cenário repete um padrão observado em abril de 2023, quando a Quaest mediu a reação à indicação de Cristiano Zanin, então advogado pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrou desaprovação de 60%.
Nos bastidores políticos, a indicação de Messias provocou desgaste entre o Palácio do Planalto e o Senado. O episódio se deu em meio às articulações do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A demora do governo no envio da mensagem oficial ao Senado levou ao adiamento da sabatina para 2026 e gerou críticas públicas à condução do processo.
A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre o poder presidencial nas nomeações ao STF. Para 54% dos entrevistados, o presidente da República não deveria ter liberdade para indicar quem quiser para a Corte, enquanto 41% defendem essa prerrogativa. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Caroline Vitorino
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