O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes afirmou na segunda-feira (22) ter plena confiança na conduta do colega Alexandre de Moraes diante das suspeitas de atuação em favor do Banco Master. A declaração foi feita após a revelação de que Moraes teria mantido contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no contexto das investigações envolvendo a instituição financeira.
Segundo Gilmar, o episódio demonstra que os mecanismos de controle do Estado funcionaram adequadamente. Ele citou a intervenção do Banco Central, a apuração de irregularidades e as prisões realizadas como evidências de que as instituições atuaram dentro de suas atribuições. Para o ministro, não houve irregularidade na postura de Moraes ao tratar do assunto.
A atuação de Alexandre de Moraes em defesa da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) vem sendo comentada nos bastidores dos tribunais superiores. O caso ganha contornos sensíveis porque o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, mantém contrato com o Banco Master, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, acordo que pode alcançar cerca de R$ 130 milhões ao longo de três anos.
O contato entre Moraes e Galípolo ocorreu quando o Banco Central já havia identificado indícios de fraudes graves, incluindo repasses irregulares de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos ao BRB. As suspeitas levaram à abertura de investigação pela Polícia Federal e resultaram na prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de outros seis executivos. Até o momento, Moraes e Galípolo não se manifestaram oficialmente.
Caroline Vitorino
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