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Tarifaço: Lula afirma que vai proteger empresas do Brasil em meio à crise

Lula adota postura mais crítica após os EUA imporem tarifas unilaterais.

Neste sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil adotará as “medidas necessárias” para que a população e as empresas nacionais sejam protegidas do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.

Nas redes sociais, o presidente afirmou que precisam “ser respeitados” tanto a Justiça quanto o povo brasileiro. “Somos um país grande, soberano, e de tradições diplomáticas históricas com todos os países”, destacou.

Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da RepúblicaLula usando boné
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Sob o lema de “Brasil soberano”, Lula tem adotado uma postura crítica em relação às tarifas unilaterais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A justificativa de Trump, para a cúpula petista, tem cunho político.

Aproximadamente 12% do total exportado pelo Brasil ao mundo, vão para os Estados Unidos. Diversos setores produtivos podem ser afetados com o tarifaço. Entre os principais estão: óleos brutos de petróleo, ferro, aço, celulose, café, suco de laranja, carne bovina, aeronaves e máquinas para o setor de energia.

México e UE entram na mira de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (12) a implantação de novas tarifas de 30% para produtos importados do México e da União Europeia (UE), que passam a vigorar a partir de 1º de agosto. A medida foi comunicada por meio de cartas enviadas separadamente à presidente do México, Claudia Sheinbaum, e à líder da UE, Ursula von der Leyen, e compartilhadas nas redes sociais do presidente americano.

As novas taxas substituem as tarifas recíprocas de 20% para a UE e de 25% para o México, que haviam sido divulgadas anteriormente. Trump justifica a decisão como uma “correção ao desequilíbrio comercial persistente” entre os países, ressaltando que a isenção das tarifas é possível caso haja realocação da produção para os Estados Unidos.

Brasil é principal alvo do tarifaço

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que as importações de produtos brasileiros passarão a ser taxadas em 50% a partir de 1º de agosto. Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e divulgada em suas redes sociais, Trump afirmou que qualquer reação do Brasil — como impor tarifas aos produtos norte-americanos — será respondida com retaliações ainda mais duras.

“Se por qualquer motivo vocês decidirem aumentar suas tarifas, então, qualquer que seja o número que escolherem, será somado aos 50% que cobraremos. Compreendam que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de políticas tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram déficits comerciais insustentáveis para os Estados Unidos”, diz o texto.

Afetados pelo tarifaço, que entra em vigor a partir de 1º de agosto:

Brasil: 50%

Laos: 40%

Myanmar: 40%

Camboja: 36%

Tailândia: 36%

Bangladesh: 35%

Sérvia: 35%

Indonésia: 32%

África do Sul: 30%

Argélia: 30%

Bósnia e Herzegovina: 30%

Iraque: 30%

Líbia: 30%

México: 30%

União Europeia: 30%

Sri Lanka: 30%

Brunei: 25%

Cazaquistão: 25%

Coreia do Sul: 25%

Japão: 25%

Malásia: 25%

Moldávia: 25%

Tunísia: 25%

Filipinas: 20%

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