O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação criminal após a invasão da sede do banco Itaú, localizada na zona oeste da capital paulista, com o objetivo de apurar os fatos e identificar possíveis responsáveis pelo financiamento da ação.
A apuração, iniciada nesta terça-feira (15), se baseia no artigo 202 do Código Penal – invasão de estabelecimento comercial com o intuito de impedir ou dificultar a atividade empresarial. Imagens das câmeras de segurança foram solicitadas pelo promotor criminal Cássio Roberto Conserino, assim como o depoimento de um representante do banco e outras informações internas da instituição financeira.
A invasão
Faixas e cartazes que defendiam maior tributação sobre milionários e justiça fiscal foram levados pelo grupo Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo. Além disso, houve críticas aos proprietários do Itaú, que adquiriram o edifício-sede por R$ 1,5 bilhão, com a alegação de que pagam “menos imposto que a maioria esmagadora do povo, que luta para pagar aluguel e comer”. Algumas das frases exibidas foram: “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super-ricos já!”.
O movimento também aconteceu em Brasília, onde aliados do presidente Lula (PT) e o Congresso Nacional se enfrentam em torno da chamada “taxação BBB”, que, além de envolver bilionários, também abrange casas de apostas e bancos — setores com forte influência no Legislativo.
Alice Gabrielly
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