A defesa do general Walter Braga Netto pediu, novamente, a revogação da sua prisão preventiva, em petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele está preso desde dezembro do ano passado, no âmbito da ação penal que apura suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.
No pedido, a defesa do ex-ministro requer as mesmas medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os advogados também usaram o argumento do princípio da isonomia, alegando que Braga Netto deve receber tratamento igualitário em relação a outros réus da ação penal.
“Não há absolutamente nenhuma razão idônea que embase um tratamento diverso ao Gen. Braga Netto, evidenciando que a manutenção de uma medida cautelar mais severa a ele – a mais severa de todas – é inadmissível”, argumenta a defesa.
Bolsonaro está utilizando tornozeleira eletrônica, sendo monitorado ininterruptamente. Ele também deve cumprir recolhimento domiciliar noturno nos dias úteis, das 19h às 6h, ficando proibido de sair de casa aos finais de semana.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o ex-presidente de se comunicar com embaixadores e de aparecer em redes sociais, inclusive em páginas de terceiros.
Thais Guimarães
Ver todos os comentários | 0 |