Fechar
GP1

Brasil

Réus da suposta trama golpista contestam imparcialidade de Moraes

As defesas dos réus do “núcleo 1” da suposta trama golpista apresentaram as alegações finais na quarta.

Nos documentos, os acusados argumentam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes não poderia atuar de forma imparcial, já que figura como vítima de um possível atentado. Eles também criticaram a condução do processo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid pelo magistrado.

A defesa do general Augusto Heleno foi uma das mais enfáticas ao contestar a imparcialidade de Moraes. O militar já havia solicitado o reconhecimento da suspeição do ministro, pedido rejeitado pela Primeira Turma do STF. Heleno alegou que a permanência do relator à frente da ação penal “coloca em risco os ditames constitucionais que acompanham o devido processo legal” e “fere diretamente a presunção de inocência dos acusados”.

Foto: Bruno Peres/Agência BrasilMinistro do STF, Alexandre de Moraes
Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Outro ponto levantado pela defesa do general foi a quantidade de vezes que o magistrado questionou os réus. As alegações finais de Heleno destacam que o sistema processual penal “não admite que o julgador se transforme em investigador e acusador ao mesmo tempo”.

O general Walter Braga Netto também contestou a isenção de Moraes em suas alegações finais. “Sua suspeição decorre do fato de a denúncia apontá-lo como a pessoa que seria vitimada pelos denunciados, sendo natural e evidente a contaminação subjetiva do julgador (que, na prática, aconteceu, conforme será demonstrado)”, afirmou a defesa.

Já a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não fez críticas diretas à condução de Moraes, mas apontou a falta de provas no processo que acusa o ex-mandatário de estar envolvido no atentado contra a vida de autoridades brasileiras e nos atos de 8 de janeiro.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.