A professora Melina Girardi Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, foi alvo de agressão física e verbal dentro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na sexta-feira (12).
O episódio ocorreu ao final da manhã, quando Melina, que é diretora do Setor de Ciências Jurídicas da instituição, deixava a Faculdade de Direito e foi abordada por um homem ainda não identificado. O agressor, descrito como homem branco, cuspiu em Melina e a insultou, chamando-a de “lixo comunista”. Não houve registros de ferimentos graves na vítima.
Em nota, a UFPR informou que o assunto será debatido em reunião do Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da universidade na próxima terça-feira (16).
Melina Fachin é formada em Direito pela própria UFPR, em 2005, possui pós-graduações em instituições da França e Portugal, além de mestrado e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
O episódio aconteceu na mesma semana em que a UFPR enfrentou conflito interno devido à convocação, por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de um evento com o tema “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”, na terça-feira (9). Estudantes fecharam o acesso ao prédio da Faculdade de Direito para impedir a realização do evento, que acabou cancelado pela universidade.
Mesmo após o cancelamento, representantes da direita, como o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, tentaram ingressar no local, o que acirrou o clima. Por segurança, os dois foram escoltados até a sala dos professores e a Polícia Militar foi chamada para conter a confusão no prédio histórico, no centro da capital paranaense.
Thais Guimarães
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