A Transparência Internacional Brasil publicou, nessa sexta-feira (16), uma nota afirmando que o histórico do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é o suficiente para afastar qualquer expectativa de que ele seja imparcial no caso envolvendo o Banco Master.
Na nota, a entidade lembra que Toffoli não se declarou impedido em episódios anteriores, como ao votar pela anulação da delação de Sérgio Cabral que o citava; ao anular, monocraticamente, provas da Odebrecht, incluindo depoimentos e e-mails que mencionaram o “amigo do amigo de meu pai”; e ao suspender multa bilionária aplicada à J&F, empresa representada juridicamente pela esposa de Toffoli.
O histórico de Toffoli é suficiente para tonar vã qualquer expectativa de que se afaste do caso Master. É um juiz que não se declarou impedido para (1) votar pela anulação da delação de Cabral que o citava; (2) anular monocraticamente as provas da Odebrecht, incluindo depoimento… https://t.co/s6EfVlSg7g
— Transparência Internacional - Brasil (@TI_InterBr) January 16, 2026
De acordo com a Transparência Internacional, o procedimento previsto em lei determina que a Procuradoria-Geral da República peticione pelo impedimento. Caso Toffoli negue, caberia aos demais ministros do STF decidir sobre a suspensão.
No entanto, a entidade avalia que esse cenário só deve se concretizar caso haja mobilização “massiva e insistente” da sociedade civil pela atuação independente da Procuradoria-Geral da República e do STF, em defesa do interesse público.
Tandryanny Santos
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