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Jurista classifica conduta de Toffoli como “caso de psiquiatria”

A atuação do ministro passou a ser questionada após decisões consideradas fora do padrão.

Declarações do jurista e ex-ministro do Trabalho Almir Pazzianotto reacenderam as críticas à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master. Em publicação feita na terça-feira (20), Pazzianotto afirmou que o comportamento do magistrado extrapola o campo jurídico e deveria ser objeto de avaliação médica, ao classificá-lo como um “caso de análise pela psiquiatria”.

Na manifestação, o jurista disse não compreender a permanência de Toffoli na condução do processo diante do que chamou de acúmulo de críticas públicas. “Dia após dia se avolumam as censuras de jornalistas idôneos e de advogados imparciais. Nenhuma voz em sua defesa no STF e no CNJ”, escreveu, acrescentando: “Como consegue permanecer indiferente diante das evidências? Não sei”.

Foto: Rosinei Coutinho/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

A atuação do ministro passou a ser questionada após decisões consideradas fora do padrão, como a determinação para que provas apreendidas fossem encaminhadas diretamente ao STF e a decretação de sigilo logo no início da tramitação. O caso chegou à Corte em razão da possibilidade de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, mas a condução adotada provocou reações dentro e fora do sistema de Justiça.

A controvérsia ganhou dimensão institucional com a manifestação da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, que apontou possível enfraquecimento das atribuições da Polícia Federal na investigação. Paralelamente, parlamentares da oposição protocolaram na Procuradoria-Geral da República um pedido para apuração da conduta do ministro, que, até o momento, não indicou intenção de deixar a relatoria do processo.

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