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Gilmar Mendes manda PF investigar suspeita de espionagem contra secretário de João Campos

Suspeita é de que o secretário e o irmão tenham sido fiscalizados entre agosto e outubro do ano passado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou que a Polícia Federal realize uma investigação após o levantamento de suspeitas de espionagem feita por policiais civis, sem autorização judicial, contra o secretário municipal de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro.

De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, o caso acirrou a tensão entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado nas eleições deste ano.

A suspeita é de que o secretário e o irmão tenham sido monitorados entre agosto e outubro do ano passado. A Prefeitura do Recife informou ainda que os policiais instalaram um rastreador no veículo utilizado por Gustavo. O prefeito João Campos classificou a ação como ilegal e afirmou haver perseguição política.

Foto: Reprodução/ Prefeitura do RecifeGustavo Queiroz Monteiro, secretário da Secretaria de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife
Gustavo Queiroz Monteiro, secretário da Secretaria de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife

O ministro Gilmar Mendes afirmou que não se tratou de uma apuração direcionada e fundamentada, mas de uma “requisição massiva e horizontal de dados” que, pela abrangência e falta de delimitação, caracterizaria uma fishing expedition (investigação sem objetivo específico, que busca encontrar indícios para iniciar o processo de apuração).

Além disso, o ministro determinou a suspensão do prosseguimento das investigações do Ministério Público, apontando “desvio de finalidade, ausência de delimitação objetiva e violação à tese da neutralidade estatal”.

A governadora Raquel Lyra defendeu a atuação da Polícia Civil e afirmou que a investigação ocorreu dentro da legalidade, a partir de uma denúncia anônima, negando qualquer interferência política do governo estadual.

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