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Ceará

Deputado Júnior Mano investigado por desvio de verbas foi expulso do PL por Bolsonaro

Parlamentar já foi expulso do partido por fazer campanha a um candidato petista nas eleições de 2024.

Na manhã desta terça-feira (8), o deputado Júnior Mano (PSB-CE) foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e contratos, o parlamentar foi expulso do Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, por ter feito campanha para um candidato do PT.

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi quem determinou os mandados de busca e apreensão. Júnior Mano, foi expulso do PL a pedido de Bolsonaro, depois de participar de um evento de campanha de Evandro Leitão (PT), que disputou o segundo turno da eleição em Fortaleza (CE) contra o deputado André Fernandes (PL).

Foto: Reprodução/InstagramJúnior Mano
Júnior Mano

Mano relatou em um vídeo publicado em outubro do ano passado, que o ex-presidente pediu sua expulsão ao presidente estadual do PL, deputado Carmelo Neto.

“Votei em Bolsonaro em 2022 e, quando o bolsonarismo é contrariado, sempre é tratado dessa forma, com ingratidão”, escreveu o deputado na legenda do vídeo, postado nas redes sociais.

O evento de apoio a Evandro Leitão teve a presença de Mano, de 41 prefeitos e do ministro da Educação, Camilo Santana, um dos principais articuladores petistas na região.

Operação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (8), a Operação Underhand, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios e contratos no estado do Ceará. Um dos alvos da ação foi o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em seu gabinete na Câmara dos Deputados, em Brasília, além de sua residência e outros endereços no Distrito Federal e no Ceará.

Ao todo, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé, Baixio e no Distrito Federal. A operação conta com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

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