O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (14), que a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros é apenas o início de uma série de sanções que os Estados Unidos podem aplicar contra o Brasil. Segundo ele, o presidente americano possui “instrumentos mais sensíveis” que podem ser usados, incluindo congelamento de bens e bloqueio de transações financeiras, como feito contra a Rússia.
Eduardo acredita que, se a Lei Magnitsky for aplicada, haverá margem para sanções individuais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sua esposa, o delegado da PF Fábio Schor e outras autoridades brasileiras.
Ainda segundo o deputado, Trump não deve recuar da tarifa prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. Ele afirma que uma negociação com os EUA só seria possível após a aprovação da anistia aos manifestantes que questionaram as eleições de 2022.
Eduardo disse que sua situação atual é a de “filho do presidente exilado nos Estados Unidos” e condicionou seu retorno ao Brasil à perda de poder do ministro Alexandre de Moraes. Ele também defendeu mudanças no regimento da Câmara para poder exercer o mandato remotamente. Eduardo ainda afirmou: “O problema de retornar ao Brasil não é, necessariamente, ser preso, mas sim fechar um canal com os Estados Unidos".
Por fim, rebateu críticas dos governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), que condenaram o tarifaço. Segundo Eduardo, os dois sofreram pressão e afirmou que tem acesso direto à Casa Branca, sendo mais eficaz que o próprio Itamaraty.
Izabella Furtado
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