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Coronavírus no Piauí

Pessoas com comorbidades enfrentam dificuldades na vacinação em Teresina

Segundo os denunciantes, o problema começou com a falta de informação da FMS sobre o agendamento.

Pessoas com comorbidades que agendaram a vacinação contra a covid-19 no Hospital do Dirceu, entraram em contato com o GP1, nesta quinta-feira (06), para reclamar da dificuldade que estão encontrando para tomar a vacina.

Ana Jaira é servidora pública e agendou a vacinação da mãe, que tem hipertensão, para às 10 horas da manhã. Ele relatou ainda que o problema começou com a falta de informação da Fundação Municipal de Saúde (FMS) sobre o agendamento.

“Já começou errado pelo cadastro, que era para ser aberto somente na quarta-feira (05) pela manhã, só que pelo meu Instagram eu vi algumas pessoas comentando que o cadastro já estava aberto, isso na terça à noite, eu fui olhar e constatei que realmente já estava aberto. Minha mãe é hipertensa há mais de 7 anos, toma medicação, então eu fiz o cadastro dela para às 10 horas no Hospital do Dirceu”, contou.

Foto: Alef Leão/GP1Comunicado na entrada do hospital
Comunicado na entrada do hospital

Jaira afirmou que as vacinas chegaram atrasadas, além de não ser permitida a entrada de acompanhantes. “Quando chegamos, já havia duas filas imensas, as vacinas chegaram atrasadas, ficamos aguardando, a vacinação de 9 horas só começou depois das 10 horas. Outro problema é que não é permitida a entrada de acompanhantes, ou seja, não podemos fiscalizar. Vamos lembrar que não são pessoas idosas, mas são pessoas que têm uma certa idade, possuem comorbidades, e podem ter outros problemas”, declarou.

Ela relatou ainda que, diferentemente do que foi divulgado são muitas exigências para tomar a vacina. “Pelas entrevistas disseram que bastava um laudo, ou receita, um exame, qualquer documento, mas não foi o que aconteceu, tanto minha mãe quanto várias outras pessoas voltaram, hoje à tarde no mínimo cinco pessoas voltaram”, argumentou.

“Quando a gente veio pela manhã, a moça disse que precisávamos de um laudo, fomos no cardiologista da mamãe, ele deu o laudo, voltamos agora à tarde e disseram que quem era da manhã não poderia tomar vacina à tarde, que a vacina dela já tinha sido aplicada em outra, mas disseram que iam resolver, depois perguntaram se eu estava com os remédios, eu trouxe receita, trouxe exames, trouxe laudo, quem é que vai andar com uma bolsa de remédios? O que mais eles querem? Essa humilhação toda para tomar a vacina”, desabafou Ana.

Até às 14h40 a mãe de Ana Jaira não havia sido vacinada. “Estamos aguardando desde às 12h30, ainda não fomos autorizados a tomar a vacina, mesmo com tudo em mãos”, disse.

Outro lado

Em entrevista ao GP1, o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Gilberto Albuquerque, afirmou que o órgão disponibilizou informações sobre quais os tipos de comorbidades estão sendo admitidas nessa fase da vacinação contra a covid-19 e reforçou que a população deve ficar atenta e levar os documentos necessários para se dirigir até os postos de vacinação e garantir a vacina, caso pertença ao grupo adequado.

“Na hora do cadastro está claro, não basta ser hipertenso, é necessário ter hipertensão e outras comorbidades, se a pessoa for hipertensa, mas não tiver insuficiência renal, infarto ou sequela de AVC ainda não entra nesse grupo. Se você for diabético e não tiver nenhuma complicação não entra no grupo prioritário, não basta ser hipertenso, diabético ou gestante”, explicou.

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