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Teresina - Piauí

Corpo encontrado carbonizado não é do estudante Lucas Vinícius, diz IML

A informação foi confirmada ao GP1 pelo diretor do Instituto de Medicina Legal, Antônio Nunes.

Após quase dois meses do desaparecimento do estudante Lucas Vinícius, o caso ganha mais um desdobramento nesta segunda-feira (20), após o Instituto de Medicina Legal (IML) informar que o corpo encontrado carbonizado dentro de um pneu, próximo ao Rodoanel de Teresina, não é do jovem. A informação foi confirmada ao GP1 pelo diretor do IML, Antônio Nunes.

No dia 30 de abril deste ano, seis dias depois de o jovem ter desaparecido, o corpo carbonizado foi encontrado na zona rural sudeste da Capital e foi levantada a suspeita de que poderia ser do rapaz, porém, os exames descartaram qualquer relação. A real identificação do corpo ainda não foi revelada.

Foto: Reprodução/InstagramLucas Vinícius Monteiro Oliveira
Lucas Vinícius Monteiro Oliveira

O desaparecimento

Desde o último dia 24 de abril, a Polícia Civil está fazendo buscas pelo estudante de Direito e videomaker Lucas Vinícius Monteiro Oliveira, 24 anos, que segundo a namorada dele, Maria Gabriela, pulou da Ponte JK dentro do Rio Poti, em Teresina.

Segundo as informações repassadas ao GP1 pela namorada do jovem, Lucas Vinícius foi visto pela última vez na mureta da Ponte JK e desde então não há mais informações sobre seu paradeiro.

Mãe acusa namorada de retirar dinheiro da conta do filho sem autorização

Ana Lúcia acusa Maria Gabriela de ter retirado R$ 3,5 mil da conta do estudante horas depois do desaparecimento do estudante sem a autorização dela, como havia sido informado pela própria namorada. A mãe de Lucas relatou que chegou a Teresina por volta de 12h40 do dia 24 de abril e o dinheiro foi retirado da conta do filho por volta de 14h20 do mesmo dia, sem sua autorização.

“São várias incoerências. A princípio ela disse que um ciclista a viu tentando pular na ponte para salvar Lucas. Depois disse que várias pessoas a viram tentando pular a ponte. Isso tudo para mim é cena. Ele era feliz e amado por todos, jamais se jogaria num rio. Eu cheguei em Teresina às 12h40 do dia 24 de abril no aeroporto. Cheguei na casa da namorada dele às 13h30 e quando foi 14h30 ela [namorada] fez uma transferência no valor de R$ 3.500,00 para a conta dela. Naquele momento eu só queria saber o paradeiro do Lucas e não tinha cabeça para autorizar essa transferência. Ela não queria me entregar o celular. Dois dias após o fato, por uma distração dela eu peguei o celular dele e vi a transferência”, relatou Ana Lúcia.

Versão de Maria Gabriela

Em uma nota de esclarecimento encaminhada ao GP1, a advogada Maria Gabriela Soares Vasconcelos alegou que transferiu R$ 3,5 mil da conta do namorado com consentimento da mãe do jovem, para pagamento de dívidas.

“Em meio a tudo que vem enfrentado desde o desaparecimento de Lucas Vinicius, a injusta exposição tem lhe causado, inclusive, medo de retomar suas atividades básicas do cotidiano, como ir ao trabalho. Gabriela não é suspeita de qualquer delito, não figura como indiciada no inquérito policial que investiga o ocorrido e vem colaborando prestimosamente com as investigações policiais”, diz o texto.

Andamento das investigações

O desaparecimento do estudante ainda segue em investigação pelo Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Atualmente, o caso está sendo conduzido pela delegada Fernanda Novais e completou quase dois meses sem resoluções.

As investigações deveriam ser concluídas no dia 24 de maio, no entanto, em razão da necessidade de novas diligências e recebimento de laudos periciais, o inquérito foi prorrogado. A principal linha de investigação descarta que o desaparecimento do jovem tenha sido criminoso, mas o DHPP destacou que a polícia ainda não pode descartar a hipótese de homicídio.

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