O Ministério Público do Piauí, por meio da promotora Karine Araruna Xavier, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Picos, pediu a condenação do ex-secretário de Finanças do Município de Santana do Piauí, Aurino Francisco Rodrigues, pelo crime de peculato. Ele é acusado de desviar o total de R$ 498.900,00 em movimentações consideradas incompatíveis com a execução financeira regular do órgão que chefiava. A ação foi impetrada em 27 de novembro.
Segundo a ação, foram constatadas movimentações bancárias irregulares e não justificadas enquanto o investigado ocupava o cargo de secretário de Finanças. Os registros indicam que ele teria realizado transferências diretas para contas pessoais, utilizando recursos públicos sem comprovação de destinação legal. Conforme relatório juntado aos autos, essas movimentações somam R$ 498.900,00.
Além das transferências financeiras, os autos apontam que teriam sido apresentados documentos considerados incompatíveis com a realidade das contas municipais, incluindo comprovantes de pagamentos e supostos relatórios financeiros. Esses materiais foram utilizados na fase de instrução e serviram de base para a atuação do Ministério Público.
Conforme o MP, constam também relatórios produzidos por setores internos da administração municipal após a identificação das irregularidades. Esses documentos detalham as operações detectadas e foram posteriormente encaminhados às autoridades competentes. O material inclui informações sobre datas, valores das transferências e identificação das contas envolvidas, compondo o conjunto probatório analisado pelo Ministério Público.
Com a conclusão da fase de análise das provas, o Ministério Público apresentou sua manifestação requerendo a condenação do ex-secretário. O órgão afirma que os elementos constantes nos autos comprovam a materialidade e autoria do crime de peculato, bem como o prejuízo financeiro causado ao município.
Outro lado
O ex-secretário de Finanças de Santana do Piauí, Aurino Francisco Rodrigues, não foi localizado. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Davi Fernandes
Ver todos os comentários | 0 |