O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), negou nesta sexta-feira (20), em entrevista à TV GP1, que a Prefeitura tenha deixado de prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) referentes ao primeiro trimestre de 2025. A declaração foi dada após reportagem do jornalista Gil Sobreira, do GP1, informando sobre a representação feita pelas Diretorias de Fiscalização de Contas (DFCONTAS) e de Fiscalização de Pessoal (DFPESSOAL) do TCE, que apontaram ausência na entrega de documentos e informações sobre o período de janeiro a março deste ano.
Segundo o prefeito, o problema foi causado por inconsistências no sistema de pagamento utilizado pela administração municipal, que classificou como antigo e defasado. Sílvio afirmou que o sistema atual vem sendo usado há muitos anos e precisa ser substituído, mas que a complexidade da licitação para um novo sistema atrasou o processo. Apesar disso, garantiu que os dados dos três primeiros meses do ano já foram organizados e que o fechamento das contas de abril está em andamento.
“O que acontece é o seguinte, é que a prefeitura tem um sistema de tecnologia, um sistema de pagamento muito velho que não evoluiu e vem de muitos anos e eu estou pedindo que seja substituído. Está sendo feita essa substituição, vai ter que ser feita uma licitação que não foi realizada pela complexidade dela. Então causou algumas inconsistências, nada mais do que isso, não tem desvio, não tem suspeita de propósito”, disse o prefeito.
Ainda durante a entrevista, Mendes ressaltou que não há suspeitas de irregularidades, como desvios ou pagamento de propina, e que o presidente do TCE-PI, conselheiro Kennedy Barros, está ciente da situação e acompanhando o caso.
“Não tem nada disso, é apenas algumas inconsistências, mas é inconsistência, é como um caixa de uma loja, ou fecha ou não é correto, então, mas as contas de janeiro, fevereiro e março já foram feitas, estão tudo corretas, abril está sendo fechado agora, e o presidente do tribunal, o conselheiro Kennedy, está sabendo, está acompanhando, assim como o conselheiro, não tem nada de qualquer conta, chega de confusão na prefeitura, não é verdade, não é verdade”, ressaltou o gestor.
Davi Fernandes
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