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Teresina - Piauí

CRM-PI denuncia falta de medicamentos e insumos em UBSs de Teresina

Em nota, a FMS informou que tem um planejamento para resolver as falhas nas unidades de saúde.

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) realizou, recentemente, fiscalização em duas Unidades Básicas de Saúde – UBSs de Teresina, onde foram constatados diversos problemas que comprometem a qualidade do atendimento à população. As unidades são geridas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Em nota, o CRM-PI informou que as últimas fiscalizações ocorreram na UBS Ivan Sobral Filho, do bairro Novo Horizonte, e na UBS Dr. Carlos Alberto Cordeiro, no bairro Dirceu Arcoverde II.

O médico Alexandre-Vitor Tapety foi o conselheiro responsável pelas vistorias.

UBS do Novo Horizonte

Na UBS Ivan Sobral Filho, foi constatado que na farmácia faltavam medicações básicas, como ácido valpróico 250mg, fenobarbital 40mg/ml, prometazina 25mg, entre outros. “Somente há antiparasitário albendazol para crianças, dipirona só há em gotas e falta o anti-hipertensivo losartana”, informou o CRM.

Foto: Divulgação/CRM-PIUBS do Novo Horizonte
UBS do Novo Horizonte

Também foi informada a falta de insumos, incluindo lancetas para glicosímetro, material para curativo (gaze) e para citologia. No local é comum faltar luvas de procedimentos, lâminas de bisturi, e há relatos de que alguns pacientes precisam comprar esses insumos. O aparelho de ultrassom da unidade não está em boas condições, apresentando imprecisão nos exames, de acordo com o que foi relatado.

Faltam receituários comuns e fichas de encaminhamentos e de solicitações de exames. Os profissionais se veem obrigados a tirar cópias dos papéis originais, e faltam também cadernetas de gestantes.

Além disso, o conselheiro verificou que a unidade possui diversos problemas estruturais, como buracos e infiltrações no forro do teto, mofo em parede e janela quebrada.

UBS Dirceu II

Já na UBS Dr. Carlos Alberto Cordeiro, há diversos problemas estruturais, com buracos nos tetos, infiltrações, e vazamento em ar condicionado. Também foi relatada a falta de receituário comum e formulário de prescrição de medicação controlada, situação da qual a FMS já tem ciência, segundo informado.

Também faltam cadeiras para acompanhantes e não há impressora nos consultórios, além do desabastecimento da farmácia que não tem suprido a demanda, com ausência de medicamentos necessários. Verificou-se a ausência de Losartana (anti-hipertensivo), sinvastatina de 10mg e 20mg, omeprazol, dipirona em comprimido, carbamazepina e ácido valpróico. Além disso, não houve o recebimento de benzetacil durante este mês de janeiro.

O que diz a FMS

Em nota, a FMS informou que tem um planejamento para resolver as falhas nas unidades e que está priorizando as demandas mais urgentes.

Leia a nota na íntegra:

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que está prosseguindo com o planejamento já elaborado, priorizando as demandas mais urgentes para garantir a continuidade e a melhoria dos serviços prestados à população.

Em relação à indisponibilidade de alguns medicamentos, esclarecemos que encontram-se em processo de licitação. Somente no ano de 2025, a FMS abriu 90 processos licitatórios, envolvendo centenas de materiais e medicamentos, além de manter outros 64 processos em andamento. Esse elevado número demonstra o grande volume de demandas sob responsabilidade da instituição e o esforço contínuo para garantir que a população tenha acesso aos insumos necessários e que os serviços de saúde não sejam interrompidos.

Sobre a falta de receituários, informamos que se tratou de uma situação pontual. A unidade mencionada será reabastecida com os receituários já disponíveis em estoque.

Em relação à segurança, esclarecemos que o episódio de assalto ocorreu há quatro anos, na rua em frente à referida unidade. Na ocasião, um policial que também atuava na UBS passava pelo local, interveio na ação e acabou sendo baleado. Atualmente, a unidade conta com escala diária de dois servidores, sendo um policial militar e um agente de portaria, garantindo maior proteção.

Sobre o problema identificado no teto da unidade mencionada, informamos que essa situação já foi corrigida. Só falta apenas o reparo do forro, que está condicionado à conclusão e ao teste do serviço realizado pelo técnico no teto.

Em relação à caderneta da gestante, esclarecemos que estamos aguardando o envio pelo Ministério da Saúde. Até lá, a FMS disponibiliza o Cartão da Gestante como alternativa para acompanhamento.

Sobre as lancetas, houve falta pontual, mas o abastecimento já foi normalizado e os insumos encontram-se disponíveis.

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