Durante seu mandato como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrado em 26 de setembro deste ano, o ministro Roberto Barroso passou 70 dias fora do país. Os registros da Aeronáutica não indicam que ele tenha utilizado jatos da Força Aérea Brasileira para essas viagens. Detalhes sobre os voos, incluindo horários, destinos e custos, são mantidos em sigilo pelo STF por “questões de segurança”.
Até 2024, o STF divulgou dados sobre diárias em viagens internacionais. Em 2024, as diárias de Barroso e suas comitivas somaram R$ 520 mil. Em 2025, o tribunal divulgou apenas o valor das diárias, R$ 959 cada, sem detalhar datas ou destinos. A divulgação de informações financeiras é regulamentada pela Lei de Acesso à Informação, que determina a publicação de dados de interesse coletivo nos sites oficiais dos órgãos públicos.
Entre as viagens, Barroso passou por China, França, Estados Unidos, Índia, Portugal, Suíça e Japão, participando de reuniões, palestras e fóruns jurídicos. Na China, esteve em Pequim e Xangai, onde visitou tribunais e instituições jurídicas e se encontrou com autoridades locais, incluindo o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento.
Nos Estados Unidos, participou do Summit Valor Econômico Brazil-USA 2025, em Nova York, e de um talk show com o ex-presidente Bill Clinton, em Washington. Também esteve em Paris, Davos, Tóquio, Lisboa e Bangalore, realizando encontros de trabalho e palestras, muitas delas ligadas a temas de inteligência artificial, governança e direito internacional.
O STF mantém sob sigilo informações detalhadas sobre cada viagem, incluindo custos de passagens e transporte. Os valores divulgados correspondem apenas às diárias pagas durante o período de deslocamento, não abrangendo outras despesas relacionadas às comitivas e deslocamentos internacionais.
Caroline Vitorino
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