O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou publicamente, na sexta-feira (12), a nota divulgada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação nas redes sociais, Nikolas classificou como equivocada a interpretação de Eduardo, que atribuiu à sociedade brasileira e à suposta falta de coesão interna a responsabilidade pelo recuo da gestão do presidente Donald Trump. Para Nikolas, transferir essa responsabilidade para o povo e para parlamentares configura uma distorção do cenário internacional.
Atribuir ao povo brasileiro ou aos parlamentares a responsabilidade por uma decisão geopolítica tomada pelos Estados Unidos não é apenas um erro de análise - é uma fraude intelectual. Trata-se de uma tentativa conveniente de simplificar um cenário complexo, deslocando…
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) December 12, 2025
“Ocupar o lugar da análise geopolítica com narrativas simplificadas não é apenas um erro, é uma fraude intelectual”, afirmou o deputado, ao sustentar que decisões tomadas pelo governo norte-americano não podem ser imputadas a atores internos do Brasil.
Nikolas também rebateu a ideia de que faltaria engajamento político no país, afirmando que há parlamentares e cidadãos que estariam enfrentando pressões e riscos ao contestar decisões do Judiciário e do Executivo. Segundo ele, responsabilizar essas pessoas seria injusto e moralmente condenável.
Ao final, o deputado defendeu a necessidade de união e criticou discursos que, segundo ele, aprofundam divisões políticas. “O país não precisa de bodes expiatórios, mas de lucidez, caráter e união”, declarou.
A manifestação ocorre após Eduardo Bolsonaro divulgar nota pública, assinada em conjunto com o blogueiro Paulo Figueiredo, na qual afirmou que a falta de unidade política no Brasil e o apoio insuficiente a iniciativas no exterior teriam contribuído para o atual cenário político. O texto também lamenta a decisão do governo norte-americano e agradece o apoio demonstrado por Trump durante o período.
Caroline Vitorino
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