O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu a extradição de seu ex-assessor, Eduardo Tagliaferro, acusado de vazar dados sigilosos do STF e da Corte Eleitoral. A solicitação foi feita em 14 de agosto ao Ministério da Justiça, que encaminhou o pedido ao Itamaraty no dia 20, para formalização junto ao governo da Itália, onde Tagliaferro atualmente reside.
Na sexta-feira (22), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma denúncia contra Tagliaferro ao STF. O ex-assessor de Moraes é acusado de vazar mensagens sigilosas entre servidores do ministro no STF e no TSE, em ação conhecida como “Vaza Toga”. Segundo o procurador, o vazamento tinha como objetivo desestabilizar as instituições brasileiras durante o período especialmente delicado das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
Tagliaferro já havia sido indiciado em abril deste ano pela Polícia Federal (PF) por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. Ele atuou como assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e chegou a comandar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) da Corte.
Atualmente, o ex-assessor se prepara, na Itália, para apresentar uma denúncia ao Parlamento Europeu contra Moraes. Tagliaferro nega ser responsável pelos vazamentos e alega estar sendo perseguido pelo ministro. Ele também afirma possuir provas contra Moraes que, segundo ele, poderiam “destruir sua vida”.
Maria Luísa Veloso
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