Um chef de cozinha italiano foi preso em um restaurante de alto padrão em Fortaleza, após solicitação da Justiça da Itália. Ele acumulava condenações por fraudes financeiras e integrava a lista de procurados da Interpol desde 2025.
Fabio Mattiuzzo foi capturado pela Polícia Federal após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão preventiva com finalidade de extradição. Ele segue à disposição da Corte enquanto o caso continua em andamento.
De acordo com as investigações, Mattiuzzo atuava como diretor de empresas na Itália que acabaram indo à falência após acumularem prejuízos milionários. Em um dos casos, ele foi condenado por desviar mais de 96 mil euros, valor próximo de meio milhão de reais, de uma empresa para custear despesas pessoais. A Justiça italiana também apontou que ele teria ocultado e destruído documentos contábeis para dificultar a apuração das irregularidades.
Em outro processo, o chef foi responsabilizado por retirar bens de uma segunda empresa, como móveis e até um caminhão, também destinados a uso próprio.
As duas condenações somam mais de cinco anos de prisão por falência fraudulenta agravada. Após as sentenças, Mattiuzzo não foi localizado pelas autoridades italianas e passou a ser considerado foragido. Seu nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender fugitivos internacionais.
A prisão ocorreu em março deste ano, em Fortaleza, onde o italiano morava e trabalhava como chef em um restaurante de culinária francesa localizado em uma área nobre da cidade. O mandado foi expedido pelo STF e cumprido pela Polícia Federal.
Agora, o governo italiano deve formalizar o pedido de extradição, que será analisado pela Justiça brasileira.
Segundo a decisão, os crimes atribuídos ao chef não estão prescritos e possuem correspondência no Brasil com delitos como apropriação indébita e fraude contra credores.
Leandro Soares
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