A partida entre Fortaleza e Colo-Colo precisou ser interrompida e posteriormente suspensa após a invasão de torcedores, em jogo válido pela segunda rodada da Libertadores de 2025 na noite dessa quinta-feira (10). A situação ocorreu no Estádio Monumental David Arellano, em Santiago, no Chile. De acordo com a imprensa, os acontecimentos foram motivados pela morte de dois jovens que foram atropelados por uma viatura da polícia durante um confronto antes do início da partida.
A invasão ocorreu aos 24 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda marcava 0 a 0. Na ocasião, torcedores do Colo-Colo arremessaram objetos, quebraram os vidros que dão acesso ao campo e invadiram o gramado. Diante da confusão, os jogadores do Fortaleza correram para os vestiários, temendo represálias. Com isso, a arbitragem suspendeu o jogo e os atletas não retornaram. Dirigentes da Conmebol ainda tentaram convencer os jogadores a continuar a partida, mas sem sucesso.
Segundo o jornal argentino La Nación, uma jovem de 18 anos e outro de 13 morreram antes do início do jogo, após torcedores tentarem forçar a entrada no estádio em uma espécie de "avalanche". Para contê-los, a polícia utilizou um canhão de água, e as vítimas acabaram atropeladas por uma viatura da corporação. Pamela Venegas, responsável pela segurança nos estádios do Chile, renunciou ao cargo após o ocorrido.
Horas depois do cancelamento da partida, a Conmebol divulgou uma nota lamentando a morte dos torcedores e informou que a suspensão da partida ocorreu devido à falta de garantias de segurança por parte do clube e das autoridades locais. Vale destacar que não houve agressões contra jogadores, árbitros ou membros das comissões técnicas, e a situação foi controlada com a evacuação do estádio.
“A Conmebol lamenta profundamente o falecimento de dois torcedores nas imediações do Estádio Monumental antes do início da partida entre Colo-Colo e Fortaleza Esporte Clube. Expressamos nossas mais sinceras condolências às suas famílias e entes queridos. Estamos juntos neste momento difícil”, publicou a entidade.
Paulo Vitalino
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