O Corinthians e a Nike oficializaram nesta sexta-feira a renovação do contrato de fornecimento de material esportivo por mais dez anos, estendendo a parceria até o fim de 2035. O acordo prevê que o clube possa faturar até R$ 1,3 bilhão, somando valores fixos, luvas, bonificações por metas atingidas e outras premiações.
A Nike pagará R$ 59 milhões fixos por temporada, com reajuste anual pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), além de royalties mínimos de R$ 38 milhões por ano, quase o dobro do contrato anterior. O novo vínculo também estabelece que, caso a Nike ultrapasse R$ 152 milhões em vendas anuais de produtos do Corinthians, o clube receberá 25% sobre o valor excedente, percentual superior aos atuais 14%.
A diretoria do Timão, porém, avalia que o faturamento real ao longo da década deve ficar próximo de R$ 1,1 bilhão. A empresa norte-americana está no Parque São Jorge desde 2003, sendo responsável pela produção de uniformes e campanhas marcantes ao longo de mais de duas décadas.
A renovação foi conduzida pela atual gestão, que optou por manter a parceria com a Nike mesmo após o ex-presidente Augusto Melo abrir negociações com a Adidas. Embora o Corinthians tenha recebido uma proposta bilionária da concorrente, questões jurídicas relacionadas à rescisão antecipada do contrato vigente pesaram na decisão final.
Durante a parceria, a Nike lançou terceiras camisas que geraram repercussão, como a roxa de 2008, a laranja em homenagem aos “meninos do terrão” e a grená em referência ao Torino e a São Jorge. Outras camisas lembraram Ayrton Senna, as conquistas de 2012, a Democracia Corinthiana e as invasões da torcida em 1976 e 2012. O próximo lançamento será a terceira camisa modelo T90, inspirada nos anos 2000.
O contrato firmado nesta sexta também prevê ampliação da oferta de produtos em lojas físicas e virtuais.
Davi Fernandes
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