Teresina - PI

Empresários protestam na frente da Alepi pela reabertura do comércio

Os manifestantes acenderam velas para simbolizar as empresas que já fecharam e a demissão de funcionários durante o fechamento do comércio devido a pandemia do novo coronavírus.

Nayrana Meireles
Teresina
Victória Xavier
Teresina
- atualizado

Empresários realizam manifestação em frente a Alepi

Empresários de diversos segmentos fizeram uma manifestação na noite desta quarta-feira (03), reivindicando a reabertura gradual e responsável das atividades econômicas no estado do Piauí. Os manifestantes acenderam velas para simbolizar as empresas que já fecharam e a demissão de funcionários durante o fechamento do comércio devido a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o empresário Demóstenes Ribeiro, os manifestantes querem chamar a atenção do Governo do Estado e da Prefeitura de Teresina para que haja uma revisão da restrição do funcionamento do comércio. "A gente vem apelar para a sensibilidade do governador e do prefeito para que revejam a questão da restrição do funcionamento do comércio. Os danos já são enormes. Para se ter uma ideia, segundo dados do Sebrae de abril, das empresas que estão fechadas, 3,9% já não voltam mais a funcionar o que totaliza um número de 7 mil empresas que já estão de portas fechadas, por isso estamos aqui apelando para que eles revejam a restrição de funcionamento, pois é uma situação muito complicada para nós comerciários", disse Demóstenes.

O empresário destacou que pelo menos 160 academias correm o risco de não retornar as atividades no Piauí após o término da pandemia do novo coronavírus. "As academias já possuem um protocolo a ser seguido pela ACADE Brasil (Sociedade Brasileira de Academias). O seguimento vê com muita preocupação, pois das 585 academias que existem no Piauí, em torno de 35% já estão certas de não voltar, o que totaliza na faixa de 160 academias em todo o Piauí. A gente vê com muita preocupação essa situação, são muitos pais de família que não têm o que levar para dentro de casa. Queremos o fim dessa situação que se agrava cada dia mais", lamentou.

A empresária Liamara Alencar, proprietária de uma clínica de estética, disse que os comerciantes querem voltar a trabalhar, mas precisam de um apoio das autoridades. "O plano do governador foi o que pareceu mais viável até o momento, apesar de discordar de alguns pontos, nós vemos que pelo menos o governador está tentando manter um diálogo com os empresários, o que não estamos vendo com o prefeito, que está irredutível. Nós empresários estamos querendo voltar a trabalhar, mas não queremos voltar de qualquer jeito. Estamos precisando de um líder que nos oriente. Não estamos pensando apenas no dinheiro, estamos lutando pelo direito de voltar a trabalhar", ressaltou.

Plano de reabertura

O plano do Palácio de Karnak propõe um retorno de forma gradual, segmentada e regionalizada. Os setores das atividades comerciais foram classificados em Alto, Médio e Baixo impacto. Dessa forma, as primeiras atividades a serem liberadas são as de alto impacto e assim por diante.

Os setores que estão no grupo de alto impacto são as indústrias de transformação; construção, comércio; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Os setores de Médio impacto são a administração pública, defesa e seguridade social; atividades administrativas e serviços complementares; educação; saúde humana e serviços sociais; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; transporte, armazenagem e correio; alojamento e alimentação; atividades profissionais, científicas e técnicas; informação e comunicação; outras atividades de serviços; atividades imobiliárias; eletricidade e gás. Já os de Baixo impacto são os relativos a artes, cultura, esporte e recreação; indústrias extrativas; água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação; serviços domésticos; organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais.

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