O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente reside nos Estados Unidos, solicitou, na noite de quinta-feira (28), ao presidente da Câmara, Hugo Motta (União-PB), permissão para continuar exercendo seu mandato fora do Brasil. O pedido gerou forte reação do líder do PT na Casa, Lindbergh Farias, que cobrou a rejeição da solicitação e defendeu a cassação do mandato do filho do ex-presidente.
Na manhã desta sexta-feira (29), Farias afirmou: “descubro agora que Eduardo Bolsonaro, quase de madrugada, entrou com um ofício para exercer seu mandato na Câmara dos Deputados à distância. Ele quer ser deputado lá dos Estados Unidos. O presidente da Câmara tem que jogar esse ofício na lata do lixo. Esse cara tinha é que ter vergonha”.
O líder do PT também criticou as despesas da Câmara com o mandato de Eduardo, destacando que ele reside nos EUA desde fevereiro, onde defende a imposição de tarifas aos produtos brasileiros e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Sabe quanto ele já custou só com os assessores pagos com dinheiro público? R$ 800 mil. Para ficar fazendo o quê? Falando contra o Brasil, tramando contra o Brasil. O custo dele já é de R$ 40 bilhões com essas tarifas e com os prejuízos que estão trazendo ao nosso país. Está ficando muito feio para a Câmara”, declarou Farias.
Além disso, ele defendeu a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro e de Carla Zambelli, que está foragida, presa na Itália e condenada em última instância, e criticou os parlamentares que participaram do motim na Câmara. “A Câmara tem que ter coragem de cassar o mandato deles e dar um ‘chega pra lá’ àqueles que ocuparam a mesa da Casa”, concluiu.
Alice Gabrielly
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