O senador Marcos do Val (Podemos-ES) exibiu, nesta quarta-feira (6), pela primeira vez após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a tornozeleira eletrônica ao comparecer ao Senado Federal. A medida foi imposta pelo ministro ainda no início da semana.
Enquanto a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) falava com jornalistas no Senado sobre o caso de Marcos do Val, o parlamentar permanecia em silêncio, com um adesivo cobrindo a boca, acompanhado de outros colegas.
“O time que está aqui não aceita nenhum acordo que coloque em risco o mandato do senador Marcos do Val”, disse Damares. “Ele não tem nenhuma condenação, nenhuma denúncia. Temos aqui um filho que está proibido de visitar a mãe, que está com câncer.”
A ordem de Moraes contra o senador, segundo Damares, viola “uma série de direitos humanos” e representa um desrespeito ao Parlamento.
“Chegamos ao limite”, continuou. “Hoje é ele, amanhã pode ser eu. Ele está podendo vir ao Senado, mas, como não há sessão, precisa sair correndo para evitar ser preso, enquanto há bandidos sendo colocados na rua.”
Agora, Marcos do Val integra o grupo de senadores que seguem ocupando o plenário da Casa para obstruir as votações.
Acordo para tirar a tornozeleira é rejeitado por Marcos do Val
Um acordo articulado por Alcolumbre e integrantes do STF, segundo o senador, para retirada da tornozeleira eletrônica, foi rejeitado por ele.
“Querem que eu aceite um acordo para deixar o mandato e, no meu lugar, assuma a minha suplente, que é de esquerda”, afirmou o senador ao jornal Metrópoles. “Isso não vai acontecer. Nem eu, nem a oposição aceitamos esse acordo. Rejeito. O que queremos é que sejam retiradas as medidas cautelares impostas contra mim, para que não haja confronto institucional com o Senado.”
O caso foi classificado por Marcos Pontes (PL-SP) como “escandaloso”: “Nos reunimos hoje, senadores da oposição e independentes, em coletiva, para denunciar o caso ESCANDALOSO e VERGONHOSO contra o senador Marcos do Val.
Estamos firmes e atentos contra qualquer abuso. Buscamos justiça e respeito pelo povo.
Não vamos nos calar!”
Alice Gabrielly
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