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Eduardo Bolsonaro defende tarifaço de Trump e sugere anistia como solução

O deputado responsabilizou a postura de Lula pela tarifa e disse que a situação pode se agravar.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendeu a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar em 50% a taxação sobre produtos brasileiros. O parlamentar reside nos Estados Unidos desde março deste ano, quando se mudou com o objetivo de articular politicamente com o governo norte-americano em busca de apoio para a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“A decisão do presidente Trump é clara: o relacionamento comercial, diplomático e institucional com o Brasil deixou de ser equilibrado e benéfico aos EUA. E precisa ser reavaliado à luz dos abusos cometidos por seus dirigentes”, afirmou o deputado em comunicado assinado em conjunto com o jornalista Paulo Figueiredo, também investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Mário Agra/Câmara dos DeputadosEduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

Ao anunciar o aumento das tarifas nesta quarta-feira (9), Trump citou a atuação do STF contra Jair Bolsonaro como um dos fatores que motivaram a medida. O ex-presidente norte-americano já havia feito publicações nas redes sociais no início da semana em defesa de Bolsonaro, alegando que ele sofre uma perseguição política.

Em resposta, o presidente brasileiro rebateu a medida e garantiu que aplicará a lei de reciprocidade comercial. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, atribuiu ao presidente Lula (PT) a responsabilidade pelo tarifaço. “Você fez bravata e agora chegou a conta! Seu governo é baseado em aumentos insaciáveis de impostos, esfolando os trabalhadores. Agora, o Brasil é taxado em 50% nas exportações aos Estados Unidos. É a mesma coisa que você tem feito com os brasileiros, que não aguentam mais pagar tantos impostos”, escreveu o deputado na rede social X (antigo Twitter), em possível referência à medida que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O parlamentar ainda defendeu que o primeiro passo para resolver o impasse seria a aprovação de uma anistia ampla para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Apelamos para que as autoridades brasileiras evitem escalar o conflito e adotem uma saída institucional que restaure as liberdades. Cabe ao Congresso liderar esse processo, começando com uma anistia ampla, geral e irrestrita, seguida de uma nova legislação que garanta a liberdade de expressão — especialmente online — e a responsabilização dos agentes públicos que abusaram do poder”, afirmou em nota.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é relator da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu e Paulo Figueiredo está entre os denunciados. Além disso, Moraes abriu uma investigação contra Eduardo Bolsonaro para apurar sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

“Por isso, a partir de 1º de agosto, empresas brasileiras que desejarem acessar o maior mercado consumidor do planeta estarão sujeitas ao que se pode chamar de ‘Tarifa-Moraes’”, completou o parlamentar.

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