O Mirassol está cada vez mais perto de garantir uma vaga direta na Libertadores 2026. A equipe ocupa a 4ª posição no Brasileirão e vive uma temporada histórica, somando 17 vitórias, 12 empates e apenas seis derrotas. Contudo, mesmo com o desempenho expressivo, o clube ainda precisa cumprir algumas exigências da Conmebol para poder disputar o torneio na próxima temporada.
Três pontos ainda podem impedir a participação do Mirassol na Libertadores do ano que vem: a ausência de um time feminino, a capacidade atual do estádio e a falta de um aeroporto internacional dentro do limite estabelecido pela entidade. Apesar disso, o clube mostra empenho para resolver todas as pendências e já avança em cada uma delas.
Time feminino
Desde 2019, a Conmebol exige que equipes masculinas participantes da Libertadores mantenham um time feminino. O Mirassol ainda não atende à regra, mas se mobiliza para mudar esse cenário. A diretoria avalia uma parceria com o Realidade Jovem, de São José do Rio Preto, que se colocou à disposição para o acordo. Mesmo assim, a direção leonina demonstra preferência por estruturar uma equipe própria, ainda que essa seja uma alternativa mais trabalhosa.
Ajustes no Estádio Maião
O Estádio José Maria de Campos Maia, o “Maião”, tem capacidade para 15 mil torcedores, número suficiente apenas para a fase de grupos da Libertadores. A partir das oitavas de final, o regulamento exige mínimo de 20 mil lugares, e o clube ainda não divulgou qual estratégia adotará para atender o requisito caso avance no torneio.
Aeroporto em processo de internacionalização
A exigência mais delicada a ser resolvida é em relação ao aeroporto. A Conmebol determina que o clube participante na Libertadores tenha uma base aérea que suporte voos internacionais, a 150 km do estádio. O Mirassol não possui essa estrutura, mas encontrou uma alternativa próxima. O Aeroporto Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto, já iniciou os trâmites para receber voos internacionais. O pedido está em análise e, segundo a ASP, administradora do terminal, o local já cumpre as exigências da Anvisa e da Polícia Federal, o que dispensa reformas estruturais.
Sara Nascimento
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