A deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite dessa segunda-feira (05) o afastamento de Ednaldo Rodrigues do cargo de presidente da CBF. De acordo com a petição feita pela parlamentar, a assinatura de um dos dirigentes para recolocar ele na presidência é falsa. Após o ocorrido, a Confederação se pronunciou e afirmou que todo o processo eleitoral foi conduzido dentro da legalidade.
Em suas argumentações, Daniela do Waguinho afirmou que a assinatura do Coronel Nunes, ex-presidente da CBF, é falsa. Além de Nunes, mais quatro dirigentes assinaram para recolocar Ednaldo Rodrigues na presidência da entidade, reconhecendo a legalidade da eleição da qual ele foi o único candidato. O ministro do STF, Gilmar Mendes, relator do caso, irá avaliar a petição e os documentos dos autos.
Segundo informação divulgada pelo site do Léo Dias, Daniela do Waguinho pontua em seu laudo que a assinatura "não foi realizada de forma livre e consciente e sob plenas faculdades mentais”. A petição também usa um laudo de Jorge Pagura, chefe do departamento médico da CBF, afirmando que que o Coronel “não detinha condições físicas e cognitivas para expor seu aceite a qualquer condição que lhe fosse apresentada”.
Confira o posicionamento da CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a boa-fé em todas as suas ações e decisões institucionais.
Diante das recentes notícias veiculadas na imprensa sobre suposto vício de vontade em assinatura constante do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a legitimidade da eleição do presidente Ednaldo Rodrigues, a CBF esclarece que ainda não teve acesso formal ao referido laudo pericial, supostamente asssinado por perito particular, que está sendo utilizado de forma midiática e precipitada, em verdadeira espetacularização que atende a interesses nada republicanos e aparentemente questionado por terceiros absolutamente estranhos ao processo.
A CBF enfatiza que todos os atos relacionados ao acordo mencionado foram conduzidos dentro da legalidade e com a participação de representantes devidamente legitimados. O processo foi legítimo e teve acordo homologado.
É absolutamente inverdade que esse processo tenha sido reaberto a pedido de uma parlamentar.
A CBF confia plenamente na Justiça brasileira e permanece à disposição das autoridades competentes para esclarecer quaisquer dúvidas que eventualmente surjam. A entidade segue focada em sua missão de promover o futebol brasileiro com seriedade, profissionalismo e respeito às instituições e com absoluta tranquilidade de que todos os princípios de boa gestão e de probidade são diuturnamente respeitados.
Paulo Vitalino
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