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Câmara marca votação para decidir se mantém prisão de Daniel Silveira

A sessão vai ocorrer nessa sexta e a decisão foi tomada após reunião entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL) e líderes de partidos.
Por Estadão Conteúdo

A Câmara dos Deputados realizará sessão deliberativa nesta sexta-feira, 19, para decidir o futuro do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) e a tendência é que mantenha a prisão do parlamentar. A decisão de convocar a sessão para sexta foi tomada após reunião entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL) e líderes de partidos.

Silveira está preso desde a noite de terça-feira, 16, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi referendado pelo plenário do STF na quarta, 17, por 11 votos a zero. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra o deputado por ameaça e incitação à violência no mesmo dia.

A sessão deliberativa da Câmara foi confirmada após a audiência de custódia de Silveira, que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 18. O juiz Aírton Vieira, que atua no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, decidiu manter o parlamentar preso até um pronunciamento oficial da Câmara sobre o caso.

O deputado foi detido após divulgar um vídeo sobre o Ato Institucional 5 (AI-5) e fazer declarações contra ministros do STF.

A defesa do deputado buscava um relaxamento da prisão, mas não teve o pedido atendido. Em uma perícia, policiais encontraram dois celulares na cela de Silveira. A previsão é que o parlamentar seja transferido para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que tem melhores condições carcerárias.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, é uma das lideranças que apoiam a liberdade de Silveira. "Os parlamentares prestarão contas se ratificarem a decisão ilegal do STF", disse.

O pastor Silas Malafaia ameaçou fazer campanha contra os deputados da bancada evangélica que votarem por manter a prisão do deputado. "Deputado evangélico que votar em favor dessa aberração jurídica de manter um deputado preso por suas falas, vou denunciar aos evangélicos, para nunca mais ser votado por nós", afirmou Malafaia.

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